quarta-feira, 10 de julho de 2013

Entrevista de Carlos Rodrigues (Carlinhos) ao Futsal9Ilhas

Fonte: www.futsal9ilhas.blogspot.com |Quarta-feira, 10 de Julho de 2013

À Conversa com ... Carlos Rodrigues (Carlinhos)

"Estivemos à conversa com o atleta, ex-CDCC Posto Santo, Carlos Rodrigues, também conhecido por Carlinhos, que nos falou do balanço da época passada e acerca do seu futuro.
Que balanço faz do Campeonato realizado pela sua equipa na época transata ?  

Penso que para uma equipa que no primeiro ano de Seria Açores tinha ficado nos 3 últimos lugares, e logo no ano seguir ter ficado em 2º lugar com apenas 1 ponto de diferença para o 1º lugar, acho que fizemos um época que muita gente não esperava nem teria em conta sequer, daí que apesar de não termos ganho e tivemos tudo para isso, foi um balanço muito positivo para nossa equipa.

Acreditou que depois da segunda vitória sobre o Rabo de Peixe o campeonato estava ganho ? O que faltou ? 

Penso que toda gente acreditou que campeonato estava entregue, pois ao termos vencido o Rabo de Peixe por 2-1, nós tínhamos sete pontos de vantagem sobre eles e com jogos que nos faltavam para acabar e com a serie de vitórias seguidas que íamos tendo, todos nós acreditávamos que estava praticamente ganho. Penso que se calha foi esse problema, pensarmos que estava tudo feito, depois daquele primeiro empate, a equipa caiu e nunca mais nos conseguimos encontrar, nunca mais conseguimos ser aquela grande equipa que tínhamos sido até ao jogo de Rabo de Peixe.

Dos títulos que conquistou até hoje, qual o que mais destaca ?

Para mim eu destaco o ano em era Juvenil, salvo erro época 2010-2011, em fomos pela primeira vez ao Nacional e jogamos contra grandes equipa, fizemos algo que ninguém esperava ficar em 3º lugar no Nacional de Juvenis, muito bom para uma equipa dos Açores. Destaco também no ano passado duas coisas, em primeiro lugar a presença na Seleção da Ilha Terceira, onde fomos lá fora jogar contra outras seleções e provámos a tudo e todos que os jogadores de cá tem imensa qualidade e que só não passamos à fase final por o nosso grupo ter 3 equipas, e uma delas era a de Lisboa, que era por muitos considerada a favorita e a mais forte, mas ao termos perdido com eles só por 4-2, ficou a vista de toda gente a nossa qualidade. Por fim destaco a minha primeira época ao serviço de uma equipa sénior, ter ficado em segundo lugar, não é para todos, é para quem tem qualidade e trabalha muito, ao longo da época.

Considera que foi uma época positiva ? Porque esta saída ?

Sim, para mim acho que foi uma época positiva, apesar de não termos ganho. Esta saída, foi por eu precisar de algo diferente, de ter uma experiência nova, ou seja de estar noutro clube diferente, com uma estrutura diferente, com pessoas diferentes e com ideias diferentes.

Porque a escolha dos Matraquilhos FC ?

Escolhi os Matraquilhos FC, porque em primeiro lugar vão ser uma equipa que vão lutar diretamente pela subida à 2º Divisão Nacional, depois por ter lá jogadores de grande qualidade, que já tem experiência de outro nível, com os quais eu posso aprender e evoluir como jogador e depois por poder trabalhar com o Mister Nuno Vieira também foi algo que me fez escolher os Matraquilhos, porque ele é uma pessoa que sabe imenso de futsal e vai ajudar-me em tudo o que precisar e fazer-me crescer como jogador nesta modalidade.

Aos 17 anos foste dos melhores marcadores da competição. Qual o segredo para o teu sucesso individual ? 

Foi algo que me deixou muito contente ter sido o segundo melhor marcador desta competição. O segredo? Penso que o segredo é trabalhar e confiar nas nossas capacidades, pois se durante a época nós trabalharmos bem, treinarmos bem, nos jogos isso vai se refletir e se tivermos um bom grupo de trabalho também ajuda, foi exatamente o que aconteceu na época passada. Acho que se o treinador da nossa equipa nos der confiança e apostar em nós para jogar, nós vamos nos sentir bem, por termos o seu apoio e a sua confiança, depois se tivermos realmente qualidade, ela aparece e acabamos por agradecer esse apoio e essa confiança, com muitos golos.

Quais os seus objetivos pessoais a curto prazo ? 

Os meus objetivos pessoais, primeiro lugar que eu consiga entrar este ano na Universidade para assim prosseguir os meus estudos, em relação ao futsal é que para ano eu faça uma época melhor que a do ano anterior e que consiga no final da próxima época algo muito importante para mim e que eu desejo imenso, que é estar presente na 2º Divisão Nacional de Futsal.

Uma mensagem aos leitores do nosso blog ?

Em primeiro lugar, deixo uma palavra de elogio ao excelente trabalho realizado por este Blog. A mensagem que deixo aos leitores, é que continuem a seguir o futsal, a apoiarem as suas equipas, a seguirem o que se passa em torno do Futsal Açoriano, pois com o apoio de toda gente, nós podemos fazer crescer esta modalidade cá na Ilha e demonstrar que o jogador de futsal dos Açores também tem muita qualidade. Uma vez mais, muito obrigado pelo convite para dar esta entrevista."

terça-feira, 25 de junho de 2013

"Interesses da modalidade não estão a ser defendidos"

Diário Insular | Desporto | Futsal | 25.JUN.13

"NUNO VIEIRA, TREINADOR DE FUTSAL

Interesses da modalidade
não estão a ser defendidos

NO QUE TOCA AO FUTSAL TERCEIRENSE, O FINAL DE ÉPOCA FICOU MARCADO PELOS CANCELAMENTOS DE VÁRIAS PROVAS A NÍVEL DA FORMAÇÃO, NOMEADAMENTE OS NACIONAIS. EM SUA OPINIÃO, QUE IMPLICAÇÕES DIRETAS ESTA DECISÃO PODE TER PARA UMA MODALIDADE QUE, APESAR DE TUDO, AINDA É JOVEM ENTRE NÓS?

Como treinador de futsal, vejo esta situação como uma grande injustiça pelo trabalho desenvolvido pelos clubes, pois estas medidas contrariaram a calendarização inicialmente apresentada e que contemplava a participação nas Taças Nacionais. É um impossibilitar do desenvolvimento que se pretende sustentável para o atleta açoriano. Se não competirmos com os melhores, não poderemos evoluir. Sentimos que estamos a esforçar-nos para nada e isso implica a natural desmotivação de dirigentes, treinadores e, principalmente, dos jovens atletas. A continuar sem participar nos nacionais, estaremos perante o hipotecar do desenvolvimento do futsal, uma modalidade com potencial e que move os terceirenses.

A AFAH ALEGOU RAZÕES FINANCEIRAS, RELACIONADAS COM OS CORTES NOS APOIOS OFICIAIS, PARA JUSTIFICAR A DECISÃO. OS CLUBES REUNIRAM, EM CLARO PROTESTO CONTRA ESTES CANCELAMENTOS. QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS QUEIXAS?

Sentimos que o futsal está a ser discriminado, pois os cortes fizeram-se sentir sobretudo nos escalões de formação da modalidade. Consideramos que este cenário não revela coerência com o Plano Estratégico de Desenvolvimento para o Futsal, apresentado pela FPF para 2012-2016, transparecendo a falta de estratégias para o desenvolvimento da modalidade a nível regional, porque no primeiro ano de implementação do mesmo, as equipas açorianas ficaram sem competir a nível nacional. Neste contexto, sentimos que não estão a ser defendidos os interesses dos clubes e do próprio desenvolvimento da modalidade a nível regional.

COMO ANALISA A REALIDADE ATUAL DA FORMAÇÃO DESPORTIVA NOS AÇORES NO QUE TOCA AO FUTSAL?

Apesar da juventude do futsal açoriano, a minha convicção é que podemos ser uma boa referência a nível nacional. As participações recentes dos nossos jovens em clubes e seleções são um bom termo de comparação, não podemos é encará-las como uma meta, mas sim como uma etapa do nosso desenvolvimento para, futuramente, conseguirmos afirmar-nos em termos competitivos.

TAL COMO ACONTECEU NO FUTEBOL, HÁ QUEM ENTENDA QUE TAMBÉM A SÉRIE AÇORES DE FUTSAL PODERÁ SER REMODELADA. NA SUA OPINIÃO, ESTE É O CENÁRIO MAIS PROVÁVEL? COMO PERSPETIVA O FUTURO?

A cessação da 3.ª Divisão Nacional de Futsal parece-me um dado adquirido. No que se refere à remodelação da Série Açores de Futsal, como aconteceu com o futebol, é uma informação que aguardo pelos desenvolvimentos das entidades promotoras da modalidade. Relativamente ao futuro da modalidade, perspetivo uma maior organização dos clubes, da qualidade do jogo praticado e a crescente comparência do público a vibrar com a modalidade. São argumentos que revelam um futsal açoriano com potencial. Contudo, receio que a falta de treinadores formados e que o decréscimo nos apoios - elementos estes que são fundamentais para que a modalidade se desenvolva - possam vir a afetar uma maior promoção do futsal."

segunda-feira, 10 de junho de 2013

"CAMPEONATO NACIONAL DA TERCEIRA DIVISÃO - SÉRIE AÇORES" 2013/2014

Diário Insular | Desporto | Futsal | 10.JUN.13

CAMPEONATO NACIONAL DA TERCEIRA DIVISÃO - SÉRIE AÇORES

Ilha Terceira com cinco
equipas na época 2013/14


 MATRAQUILHOS FC está de regresso à Terceira Divisão de Futsal - Série Açores
 
Matraquilhos, Posto Santo, Fonte do Bastardo, Barbarense e Academia dos Biscoitos com lugar garantido na próxima edição da Série Açores de Futsal.

Concluída a temporada desportiva 2012/13 no que concerne ao Campeonato Nacional da Terceira Divisão de Futsal - Série Açores, com a vitória e consequente subida de escalão do Desportivo de Rabo de Peixe, é tempo de começar a olhar para a campanha vindoura (2013/14) daquela que é, sem dúvida, a grande montra do futsal açoriano.

Ainda com o estatuto de prova nacional - embora, tal como aconteceu recentemente com o futebol, a passagem a prova associativa seja uma questão de tempo -, a terceira edição da competição volta a reunir uma dezena de equipas, estando a Associação de Futebol de Angra do Heroísmo em maioria, na circunstância, com cinco representantes, ou seja, metade das equipas participantes:

Matraquilhos (que desceu da Segunda Divisão - Série "B"), Posto Santo, Fonte do Bastardo (que se mantiveram), Barbarense e Academia dos Biscoitos (que subiram do regional).

O quadro completa-se com Vila Franca do Campo, "Os Marienses", Capelense, Ginetes (equipas sob a égide da Associação de Futebol de Ponta Delgada e que se mantiveram) e Fazendense (que debuta na prova enquanto campeão da Associação de Futebol da Horta). 

Recorde-se que baixaram esta temporada às competições de índole regional União Praiense (que curiosamente venceu a Taça Ilha Terceira), Casa da Ribeira (emblemas filiados na Associação de Futebol de Angra do Heroísmo) e Flamengos (Associação de Futebol da Horta).

Causou evidente surpresa a despromoção da Casa da Ribeira e, sobretudo, do União Praiense, atendendo ao percurso dos unionistas na modalidade com passagens, inclusive, pela Segunda Divisão.

CLASSIFICAÇÃO
Recuperamos a classificação final do Campeonato Nacional da Terceira Divisão - Série Açores 2012/13:
1.º Rabo de Peixe 48 pontos
2.º Posto Santo 47
3.º Fonte do Bastardo 32
4.º Vila Franca 24
5.º "Os Marienses" 24
6.º Capelense 23
7.º Ginetes 22
8.º União Praiense 19
9.º Casa da Ribeira 15
10.º Flamengos 1.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Captação de Jovens Talentos - Futsal Matraquilhos

Evento de Futsal - Captação de Jovens Talentos

 
Programa do Evento:
Data: 15 Junho 2013

Local: Pavilhão Escola Tomás de Borba em São Carlos

6-8 anos (Escolinhas) - 11.00 ás 12.00
9-12 anos (Infantis) - 12.00 ás 13.00
13-15 anos (Iniciados) - 13.00 ás 14.00
16-17 anos (Juvenis) - 14.00 as 15.00
17-20 anos (Juniores) - 15.00 ás 16.00

Aparece e vem divertir-te com um amigo , mostrando as tuas habilidades.

Pede-se a todos os atletas do MFC que compareçam neste Evento e levem um amigo seu.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Diário Insular | Desporto | Futsal | Luís Almeida | 20.MAI.2013

PORTELA VENCE (4-3) NO DERRADEIRO JOGO CASEIRO DO MATRAQUILHOS NA 2.ª DIVISÃO DE FUTSAL

Esforço na despedida
merecia um último prémio



MATRAQUILHOS FC ofereceu excelente réplica (3-4) ao conceituado Portela
 
Quase sempre sem bola, mas com imensa vontade de se despedir com uma vitória. Portela foi mais forte no derradeiro jogo do Matraquilhos perante os seus adeptos.

 

LUÍS ALMEIDA |di

A bola andou quase sempre nos mesmos pés. Consentido ou não, foi este o cenário ao longo da primeira-parte. E não foi um mau cenário, pelo menos enquanto os níveis de atenção e aplicação se mantiveram elevados. Isso só não aconteceu em dois lances e aí, claro está, o cenário ficou um pouco mais escuro. A verdade, nua e crua, é que é preciso saber estar. Reconhecer o lugar que se ocupa e olhar o adversário nos olhos. Pela frente o terceiro classificado da 2.ª Divisão, que venceu por 4-2 no desafio da primeira volta. Mas o Matraquilhos, que é último, não se envergonhou.

O resultado ao intervalo (2-3) é até um castigo injusto. O Portela é melhor. Fez da bola sua presa, rodou, rodopiou e rematou. Compôs três golos, o primeiro de canto e o terceiro numa tabela que não deveria ter acontecido, as tais duas desatenções. O rendilhado coletivo no segundo é muito bom. Mas tudo isto deu trabalho. Os pupilos de Nuno Vieira pareceram submissos, mas não derrotados. As bancadas até nem tinham tanta gente como seria suposto para o último jogo da época em casa, mas quando a claque gritou "o Matraquilhos é o nosso grande amor", Carlos Rui correspondeu com o primeiro balançar de redes. Pelo meio, Sucata e Tiago Poim quase imitavam o colega. E foi mesmo Poim, num excelente lance individual, a consumar o 2-0.

Nuances. Quase todas em contra-ataque, mas nunca deixando de procurar o golo. Não subir à toa permitiu eficaz bloqueio defensivo às investidas do Portela, apesar do estrondo que o remate de Nelson Semedo fez ecoar no poste da baliza de Ricardo. Depois do descanso, tempo para mostrar que a posse de bola não é apenas para o topo da tabela. Por estratégia ou obrigação, certo é que o Portela surgiu mais recuado para a segunda-parte... até que Éder Almeida ampliou a vantagem para os continentais.

Mais uns instantes de correria atrás do esférico. O Portela em gestão. O Matraquilhos a pressionar. Assim é mais difícil. E mais cansativo. Mas só os desistentes desistem e recuperar o esférico é não desistir. Tiago Poim, a nove minutos do final, fuzilou autenticamente a baliza de Marco Mateus. E um jogo constantemente vivo ganhou ainda mais interesse. Ações partidas e repartidas, Nuno Cardoso a transpor a linha de meio-campo e alguns projetos de finalização para ambos os lados. Já a claque tem poderes especiais: nunca se cansa, nunca se cala...

Mas o resultado não mudou. Uns 3-4 que sabe a pouco. Onze derrotas nos últimos treze jogos. Falta apenas uma jornada e o Matraquilhos não escapa ao último lugar. Os balanços da estreia ficam para outra ocasião. No final bateram-se palmas, aos vencidos e aos vencedores. Ao intervalo entregaram-se troféus aos miúdos, orgulhosamente de amarelo da cabeça aos pés. Porque o desporto é assim: há sempre um futuro a construir.

Boa arbitragem, não obstante uma ou outra decisão discutível, como no lance do segundo golo do Portela, que nasce de uma infração que parece não existir.
 
2.ª DIVISÃO - 25.ª JORNADA

Pavilhão da Escola Tomás de Borba
Árbitros: Sérgio Silva (AFAH) e Luís Ribeiro (AF Lisboa)
Cronometrista: Artur Rodrigues (AFAH)

Ao intervalo:
2-3

Matraquilhos 3

Ricardo
Armindo Cabral
Sucata
Tony
Carlos Rui

SUPLENTES

Nuno Cardoso (cap.), Duarte Raposo, Dudu, Tiago Poim, Fábio Raposo, Nelson Laranjo e José Domingues.

TREINADOR
Nuno Vieira.

Portela 4

Marco Mateus
João Pires
João Pinheiro
João Silva
Éder Almeida

SUPLENTES

Castro, Nelson Semedo, Kiko (cap.), Luís Estrela, Caturra, João Silva, Gonçalo Farinha e João Amaral.

TREINADOR
Mário Silva.

Disciplina: cartão amarelo para João Silva (24m) e Fábio Raposo (25m).
Marcadores: Carlos Rui (3m), Tiago Poim (11 e 31m), Caturra (12m), Luís Estrela (14m), João Pinheiro (19m) e Éder Almeida (26m).