domingo, 27 de outubro de 2013

"Qualidade Matraquilhense inequivoca"


"Qualidade Matraquilhense inequivoca"
Qualidade Matraquilhense inequivoca
Na primeira partida nacional das equipas Nacionais da Série-Açores, Matraquilhos e Capelense tinham encontro agendado para a 1ª eliminatória da taça de Portugal, na escola Tomás de Borba. Esta era uma partida aguardada com expetativa uma vez que o desconhecimento das equipas de ilha para ilha é evidente. Assistiu-se a uma partida onde o favorito Matraquilhos foi dono e senhor do jogo e com alguma naturalidade saiu para intervalo a vencer por 5-1. No segundo tempo a qualidade de jogo baixou e o Capelense aproveitou para se mostrar um pouco, mas mesmo assim insuficiente para impedir a derrota por 7-3. Esta foi uma partida onde a qualidade da equipa da Terra-Chã foi por demais evidente e não deixou margem para dúvidas no resultado final. 
O Matraquilhos entrou praticamente a marcar quando logo no primeiro minuto numa lance de insistência o esférico sobrou para José Domingos e este rematou para o fundo das redes de Diogo Pinheiro, que acabou traido quando o esférico desviou num defendor seu. Mas praticamente o Capelense restabeleceu a igualdade quando André Medeiros na esquerda do seu ataque cruzou e Tiago Poim num desvio infeliz acabou por intruduzir o esférico na sua baliza.
Aos 3 minutos foi Fábio Raposo que rematou para defesa complicada do guardião das Capelas, o esférico sobra para José Domingos que remata para Diogo Pinheiro fazer a defesa da tarde. No minutos seguinte foi Carlos Rui que deixou José Domingos em excelente posição e este rematou para Hélder Medeiros na hora H impedir o golo, mas insuficiente para impedir a recarga do mesmo jogador para o 2-1.
O Matraquilhos estava forte e ao 5º minuto voltou a marcar, isto depois de uma defesa incompleta de Diogo Pinheiro, após remate forte de Fábio Raposo, estava feito o 3-1. O Capelense via-se remetido ao seu meio campo muito por força do poderio do Matraquilhos e só aos 12 minutos conseguiu obrigar o até então mero espetador Nuno Cardoso a uma defesa complicada, isto depois de uma excelente combinação entre Marco Soares e Hélder Pacheco com este a rematar forte. Aos 15 minutos Laranjo deixou Carlos Rui em posição de tiro e este atirou para grande defesa de Diogo Pinheiro.
No minuto seguinte Pedro Almeida esteve em destaque por duas vezes quando ficou em posição priviligiada para marcar, mas desperdiçou ambas as oportunidades. Aos 17 minutos e na sequência de um rápido contra ataque, Carlos Rui deixa a redondinha em José Domingos e este na cara de Diogo Pinheiro não teve dificuldade em fazer o 4-1, contando com a preciosa colaboração do guardião. No minuto seguinte Nuno Cardozo lança o esférico para Tiago Poim este domina, roda e remata para o 5-1 com que se atingiu o intervalo.
O Matraquilhos voltou a entrar forte no segundo tempo e logo no 2º minuto ampliou novamente a vantagem isto depois de um lance de insitência que culmina com Tércio a assistir Carlinhos e este a encostar para o 6-1. A partir daqui o ritmo e a qualidade da partida diminuiram. Aos 25 minutos e numa falha de concentração, Fábio Raposo perde o esférico em zona proibida e deixa Luís Brito isolado, mas este atirou ao lado.
Aos 28 minutos Luís Frazão num dos lances individuais mais bonitos da partida deixou Fábio Raposo para trás e só com o guardião Matraquilhense pela frente atirou à trave. Aos 36 minutos minutos Tércio cometeu falta na sua área defensiva, levando o Capelense para a marca de grande penalidade, Hélder Pacheco encarregou-se da marcação da mesma e reduziu para 6-2. No minuto seguinte o Capelense voltou a reduzir, e novamente por Hélder Pacheco, isto depois de uma excelente assistência de André Medeiros.
A 1 minutos do final da partida Hélder Medeiros perdeu o esférico em zona proibida, deixando o mesmo em Carlinhos que com a baliza à sua merce só teve de encostar para o 7-2 final. Até ao final tempo ainda para uma excelente combinação entre André Medeiros e Rui Frazão, com este a rematar para grande defesa de Nuno Cardoso.
O homem do jogo foi José Domingos, destaque na equipa do Matraquilhos ainda para Tiago Poim e Carlinhos.
Na equipa do Capelense destaques para André Medeiros e Hélder Pacheco.
A equipa de arbitragem composta por José Silveira, Duarte Mourão e Rui Martins realizou um excelente trabalho. 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

"A minha homenagem ao Matraquilhos Futebol Clube" | Jorge Silva

O ETERNO ESTUDANTE (81-2)

JORGE SILVA

A minha homenagem ao Matraquilhos Futebol Clube

O Eterno Estudante foi convidado a ser o orador de serviço na homenagem recentemente feita pela Junta de Freguesia da Terra-Chã ao Coro Tibério Franco e ao Matraquilhos Futebol Clube, e aceitou. É o discurso desse dia que quero partilhar com os meus leitores, fazendo assim também, para um público mais alargado, a minha homenagem a essas instituições.
Por questões de espaço, publicou-se em duas partes, tendo a primeira sido publicada na edição de ontem.

   Passamos da música para o desporto, da veterania à juventude, de um grupo com créditos mais do que firmados para outro com uma história muito jovem mas recheada de êxitos e com um trabalho meritório junto da juventude da freguesia.

   O Matraquilhos Futebol Clube é mais do que um clube de futebol. Talvez nem todos os que aqui estão presentes tenham a noção disso, mas esta jovem agremiação representa o concretizar de um sonho para os seus fundadores. Conheço-os, são rapazes mais ou menos da minha idade e os nossos caminhos cruzaram-se pela primeira vez há mais de vinte anos, quando éramos adolescentes espalhados pelas ruas da Terra-Chã. O Luís, o Nuno, o Paulo e o Sérgio andaram comigo no atletismo, jogaram futebol comigo no ringue de cimento da nossa Casa do Povo, e começaram a construir por cá as suas vidas enquanto eu fui prosseguir estudos para longe.

   São amigos desde sempre, e sei que desde há muito acalentavam o sonho de ter um clube seu, em que pudessem concretizar as suas ideias e a sua paixão pelo futebol. A diferença, neste caso, é que passaram das palavras aos atos e, ao contrário dos que muito falam mas pouco fazem, puseram de pé o Matraquilhos. Até o nome tem o seu quê de infantil, uma reminiscência do tempo em que passávamos horas a jogar futebol com os pulsos.

   Estes rapazes conseguiram, no entanto, uma coisa ainda mais extraordinária: mostrar à freguesia que há gente no bairro capaz de fazer coisas bonitas, coisas "a sério", mostrar que o estigma social que carregaram às costas era de todo imerecido. Não tenhamos ilusões: todos sabemos dos problemas que existem por lá, todos sabemos que a exclusão social existe e que nem todos têm a capacidade de se levantar sozinhos. Num mundo tão pequeno, tão fechado e complicado, com todos os tipos de solicitações ilícitas ao virar da esquina, a prática desportiva é um oásis que mostra aos mais jovens como é possível trilhar outros caminhos, é para muitos a primeira forma séria de convívio que encontram na vida, e pode ser a escola de valores de que necessitam para se tornarem cidadãos válidos e responsáveis.

   O Matraquilhos é tudo isso, com a vantagem de ser muito mais. Em seis anos de existência, conseguiu a proeza de se tornar num clube de referência do futsal terceirense e açoriano, levando ainda o nome da freguesia a diversas localidades de Portugal continental, por força da sua participação na segunda divisão nacional de futsal. É certo que a primeira aventura neste escalão não foi bem sucedida, mas aprenderam-se lições importantes e os olhos já estão postos numa nova subida, desta vez com intenção de aplicar da melhor forma os ensinamentos da época anterior.

   Pelo caminho da sua curta história ficou ainda outro marco: com tão curta existência, o Matraquilhos Futebol Clube foi já reconhecido pelo Governo Regional com o estatuto de Instituição de Utilidade Pública Desportiva. Nada mau para um clube que nasceu nas vielas de um bairro mal-amado, fruto do sonho de quatro rapazes que conseguiram congregar à sua volta largas dezenas de atletas e colaboradores, que dão muito do seu tempo livre a este projeto que, hoje, merece também a nossa demonstração de respeito. Esta homenagem, para além do reconhecimento do trabalho feito até aqui, é um incentivo para que continuem a dar o máximo pelo vosso clube e pela vossa freguesia.

   Para finalizar, e agradecendo desde já a vossa paciência e atenção, apetece-me pegar no lema que está inscrito nas camisolas e utilizá-lo para juntar a uma só voz as duas instituições que aqui homenageamos: Coro Tibério Franco e Matraquilhos Futebol Clube: todos juntos pela Terra-Chã!

domingo, 22 de setembro de 2013

"Dos "torneios de brincar" para os "títulos a sério"

Fonte: Diário Insular | Desporto | Futsal | 22.SET.13

REPORTAGEMLUÍS ALMEIDA
FOTOGRAFIAPAULO GIL

PAULO VIEIRA


MATRAQUILHOS
HOMENAGEADO



Dos "torneios de brincar" para os "títulos a sério" foi um grande passo que a memória guarda com carinho. Paulo Vieira lembra-se bem desses verdes anos: sapatilhas com o buraquinho da praxe, joelhos com uma ou duas arranhadelas, balizas pintadas paredes meias com o quintal das vizinhas e um campo de alcatrão transformado em relvado de sonhos. Hoje, a história do Matraquilhos Futebol Clube é um pouco diferente e o grupo de amigos deu lugar a uma coletividade desportiva de referência para a freguesia da Terra Chã. Cresceu em ambição, mas também em responsabilidade, embora no fundo se mantenha a mesma paixão dos tempos de criança. O que representa atualmente o clube, quer pelo trabalho junto dos escalões de formação, quer pelos títulos já conquistados, foi alvo de uma homenagem por parte da Junta de Freguesia, cerimónia inserida nas comemorações do 188.º aniversário da Terra Chã e que também presenteou o Coro Tibério Franco.

Paulo Vieira é, por isso, um homem orgulhoso, não só pelo reconhecimento por parte de uma das principais forças vivas da freguesia, mas sobretudo pelo trabalhado desenvolvido desde 2006, ano da fundação do Matraquilhos. "É, sem dúvida, uma homenagem que nos orgulha imenso e que premeia de forma bem vincada o trabalho que desenvolvemos diariamente no Matraquilhos, especialmente numa localidade angrense onde os problemas sociais são conhecidos. Este reconhecimento por parte da freguesia da Terra Chã é extremamente importante para nós. Sinto, de facto, essa aproximação, ao contrário do que se verificou no passado. Ainda não existe uma abertura total, mas entendemos que o apoio da freguesia, tanto dos seus habitantes como das suas forças vivas, é decisivo para a solidificação do nosso projeto", comenta.

Natural da Vila Nova, Paulo Vieira cresceu na Terra Chã, onde ainda reside. Sócio fundador do Matraquilhos Futebol Clube, já desempenhou outros cargos antes de assumir a presidência da coletividade. Aos 36 anos, continua a manter um "prazer especial" no treino com os jovens, onde tem a seu cargo dois escalões, mas são as funções diretivas que lhe absorvem quase todas as preocupações presentes e futuras. Rigor é, garante-nos, umas das palavras de ordem na sua atuação enquanto presidente do Matraquilhos. "A verdade é que temos um 'grande barco para navegar'. São muitas as conquistas, apesar de ainda sermos um clube jovem, mas também um imenso trabalho. As dificuldades presentes, todavia, colocam algumas interrogações quanto ao futuro. A conjuntura económica é extremamente desfavorável e os cortes nos apoios oficiais, a que se junta o acréscimo com as despesas, criam ainda maiores problemas aos clubes", sublinha Paulo Vieira, frisando a importância do equilíbrio financeiro no desporto.

Depois de conquistar a primeira edição da Série Açores de Futsal da 3.ª Divisão Nacional, o Matraquilhos Futebol Clube fez a estreia absoluta na 2.ª Divisão na época passada, embora os comandados de Nuno Vieira não tenham evitado a descida de escalão. Apesar de tudo, o presidente fala num momento importante para o clube, que serviu, acima de tudo, de aprendizagem. "É evidente que, em termos desportivos, o objetivo passava pela manutenção, mas esse falhanço não impede que retiremos algo de muito positivo da participação na 2.ª Divisão. Penso que todos os que compõem este clube, desde dirigentes a treinadores, passando pelos próprios atletas, aprenderam imenso com esta participação. É uma experiência, sem dúvida alguma, que queremos repetir, pois, pessoalmente, adorei estar na 2.ª Divisão. É outro nível, mais exigente e competitivo. É onde o Matraquilhos merece estar", refere Paulo Vieira, ao mesmo tempo que assume a candidatura ao título da Série Açores.

Não obstante a importância do plantel sénior enquanto referência desportiva, Paulo Vieira dá nota de enorme destaque ao setor da formação, área onde o clube tem investido fortemente ao longo das últimas três épocas. Aliás, a turma da Terra Chã foi a primeira a nível Açores a formar todos os escalões etários no futsal, realidade que se mantém para 2013/14, com cerca de uma centena de futsalistas. Ainda assim, o presidente matraquilhense fala num trabalho intenso, mas nem sempre profícuo. "Temos muito orgulho na nossa formação, mas por vezes penso que queremos mais do que os jovens. Falta mentalidade à nossa juventude para que seja possível enfrentar o crescente nível de exigência. Este ano, por exemplo, quando pela primeira vez teríamos uma verdadeira continuidade entre os juniores e os seniores, alguns atletas, pura e simplesmente desistiram. Os jovens nem sempre compreendem a importância da formação desportiva. Por vezes fazem-na apenas por diversão ou obrigação", lamenta Paulo Vieira.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

MA-TRA-QUI-LHOS!!!

Imagem de Marca do MFC num claro gesto de Agradecimento aos Matraquilhenses que acompanham a nossa equipa.


MA-TRA-QUI-LHOS!!!

Já te sentiste Matraquilhos Hoje?

Ser e Sentir Matraquilhos. Os Adeptos Matraquilhenses são Únicos. Grande Gesto de carinho à Equipa.


Já te sentiste Matraquilhos Hoje?