terça-feira, 6 de dezembro de 2016

"Saltou da infância para uma referência no futsal, no desporto e na sociedade"

PRESIDENTE PAULO VIEIRA QUER UM CLUBE CADA VEZ MAIS IMPORTANTE PARA A COMUNIDADE DA TERRA CHÃ


Matraquilhos comemora
dez anos de futsal



 PAULO VIEIRA diz ser urgente a construção de um pavilhão desportivo na Terra Chã


Passaram-se dez anos. Dez anos de um sonho que a dureza da realidade obrigou a assentar. Assentar em bases sólidas, mas também na certeza de que este é um barco que não navega apenas com ilusões. Claro que o que há em cada palavra e em cada memória e em cada projeto e em cada vitória é essa constante fantasia de menino. De meninos, que se calhar nunca sonharam ser o que são hoje. Que sonharam alto, mas se calhar não tão alto. E que continuam a sonhar... mais e ainda mais além.

Matraquilhos Futebol Clube. MFC. É uma história de meninos que cresceram e fizeram crescer um clube que foi realizado em pedaços de alcatrão. Bola sempre colada ao pé, como se este sonho fosse mais do que um sonho. Fosse um projeto de vida. Fundado a 24 de novembro de 2006, desabrochou muito antes, quando tudo não passava de uma brincadeira. Agora tornou-se sério. Tão sério que esse sonho é mesmo o que une todo este mundo matraquilhense.

É já um mundo, pois claro. Saltou da infância para uma referência no futsal, no desporto e na sociedade. Paulo Vieira é um desses meninos, que deu a mão a tantos outros, homens e mulheres, que o começaram a sonhar apenas agora, mas que já fazem desse sonho um sonho seu. Um sonho real. Dez anos de MFC é data solene. É um momento emotivo. O presidente não a esconde. A emoção. As palavras fogem-lhe, mas os olhos contam tudo. Há um brilho de orgulho. Mas percebemos, ali escondida, uma lágrima que era capaz de contar uma história. A sua história. A história de muitos. E a história que ainda está por vir...

SONHAR... MAS!

E é uma história bonita, mas a consciência, agora, é de gente grande. Paulo Vieira sabe os terrenos que pisa, os desafios que foram vergados, os obstáculos que ainda estão por vencer. "O Matraquilhos Futebol Clube é a prova de que os sonhos de criança se podem tornar realidade. A nossa origem é o que nos distingue. Claro que, atualmente, o clube é uma referência no futsal, mas também sabemos que o dirigismo desportivo não vive os melhores dias. São sempre os mesmos a manter as atividades dos clubes". Palavra de presidente. Palavras de que quem, agora, sabe sonhar com os pés bem assentes na terra.

Acabou-se o tempo das aventuras. Das ilusões. O futuro é uma preocupação, mesmo que tenha sido o passado o garante do que ainda está para vir. "Um clube não se faz sem pessoas". Paulo Vieira é um dos pilares do Matraquilhos desde sempre, mas não há certezas eternas. "Temos plena consciência do crescimento do MFC nestes dez anos, mas temos igualmente consciência que, dentro da nossa realidade, manter este nível de qualidade e exigência não é fácil. Os clubes são feitos de pessoas e ter todos os escalões de formação e uma equipa sénior a competir a nível nacional sempre com a 'casa as costas' é muito desgastante", foca Paulo Vieira.
Tempos houve em que tudo se organizava na sua própria casa. Documentos, inscrições, seguros, planeamentos, bolas, equipamentos... O clube já passou por um espaço na Canada de Belém, agora está noutro, mesmo no centro da Terra Chã. Não são as condições ideais, mas é fisicamente a sede do MFC. Porque a alma do clube foi construída ao longo desta década. "O Matraquilhos é um clube assente num grupo de pessoas que serevê nos valores deste projeto. Um projeto que só com muita dedicação tem sido possível manter. Não é uma garantia esta organização que agora existe. Temos essa consciência. Porque sem pessoas, o clube não anda, não funciona". Paulo Vieira sabe que não é eterno. Mas sabe, também, que o clube já criou raízes.

PREOCUPAÇÕES SOCIAIS

Desportivamente, diz que o percurso é "interessante". Os resultados falam por si. Mas Paulo Vieira garante que o Matraquilhos quer mais. Melhor: quer ser mais. "Nestes dez anos temos feito um excelente trabalho desportivo e socialnos diversos escalões, de formação e nos seniores, mas há sempre aspetos a melhorar. Sentimos que, através do futsal e através desta relação entre o desporto e os jovens, poderíamos contribuir de forma muito mais presente, muito mais interventiva e com resultados duradouros numa comunidade que, como se sabe, enfrenta vários problemas a nível social", explica Paulo Vieira.

A experiência que lhe deu o dirigismo e o conhecimento de causa são razões para falar sem receios: "Há um fraco envolvimento das Instituições da freguesia com a atividade do clube. Instituições que têm as mesmas preocupações. Sentimos que estamos isolados quando o projeto tem todas as características e condiçõespara ser acarinhado e integrado no Projeto da Terra Chã. Entendemos que o trabalho coletivo é o que melhores resultados produz e não percebemos que razões levam a que cada um ache que deve trabalhar sozinho quando os problemas que devemos enfrentar e tentar resolver são os mesmos. Mas não podemos esquecer o apoio dado pelo presidente da Junta de Freguesia, Sr. Rómulo Correia, que muito tem contribuído para que o MatraquilhosFutebol Clube possa dignificar o nome da Terra Chã a nível regional e nacional".

Aumentar o número de praticantes nos escalões etários mais baixos, com o intuito de detetar novos talentos que possam evoluir até à equipa sénior, é um dos objetivos do clube a curto prazo, mas o projeto do MFC quer ir mais longe. "Entendemos que o clube tem uma importância enorme para a comunidade onde está inserido, desde logo no apoio na educação social dos jovens. As características específicas da modalidade, quer pelo estabelecimento de regras, desafios e pela integração num grupo, quer pelo sentido de responsabilidade e disciplina, através da prossecução de objetivos individuais e coletivos, podem servir estes intuitos de educação social e para a cidadania, sem esquecer, claro, o desenvolvimento motor dos jovens através de uma prática desportiva adequada", explica Paulo Vieira.



 MFC completou uma década de existência


PAVILHÃO

Sonho maior passava pela construção de um pavilhão desportivo na freguesia da Terra Chã. Paulo Vieira conta-nos que esta foi uma promessa política em tempos, entretanto esquecida. O presidente do MFC afirma que, pela dimensão que o clube já atingiu e pelos patamares que já conseguiu transpor no futsal mesmo a nível nacional, a ausência desta infraestrutura é um óbice ao desenvolvimento desejado.

"A falta deum pavilhão desportivocondiciona toda a evolução que se pretende. Tendo em conda oprojeto de Requalificação do ConjuntoHabitacional da Terra-Chã, consideramos pertinente e oportuno conciliar desde já ahipótese de construção e em paraleloda infraestrutura em causa. Entendemos que possibilitaria não só uma melhoria contínua deste projeto, como o desenvolvimento social crescente e qualificadodos jovens desta comunidade", opina o líder matraquilhense.

"Queremos incentivar os jovens a praticar desporto, ensinando-lhes, ao mesmo tempo, valores importantes para o futuro. Sem um pavilhão, a verdade é que continuamos sempre com a casa às costas, não obstante a existência de um espaço que funciona como sede", atira, ainda, Paulo Vieira.

PERCURSO

O Matraquilhos iniciou a sua atividade desportiva em 2007, com 15 atletas federados. Atualmente conta com cerca de uma centena, nos vários escalões. "A juventude é a base que alicerça este projeto. O clube tem-se estabelecido, cada vez mais, como uma instituição de referência para os jovens desta comunidade, que enfrentam vários problemas sociais, evidentes e do conhecimento público. Já estamos na 4.ª edição do projeto 'Matraquilhos...Para Além do Futsal', um documento estratégico e onde identificamos problemas e possíveis soluções", frisa Paulo Vieira.

"Escolinhas Matraquilhos". Outro projeto em carteira. "Pretendemos fazer do futsal um meio de desenvolvimento multifacetado, na estruturação do comportamento motor e também na criação de hábitos de vida que fomentem a saúde. Consideramos a atuação do Matraquilhos como um verdadeiro meio de prevenção de problemas sociais, como é o caso da toxicodependência. Para o MFC, os escalões de formação são a aposta para o futuro. A ocupação dos tempos livres após horário escolar é também um dos nossos objetivos", reforça o presidente do MFC.

Ponto final numa conversa sobre assuntos que não fazem sonhar. Fazem pensar, refletir, tentar perceber, tentar melhorar. Futsal, vitórias, títulos... Temas importantes, que só são prioridade se o desporto for esse fator de moldagem para uma sociedade melhor. Caso contrário, é ganhar por ganhar. Paulo Vieira garante que essa não é a filosofia do Matraquilhos. Não é para isto e por isto que o clube nasceu. Nasceu de um sonho que continua a ser vivido. E fazer do seu mundo um mundo melhor continua a ser o sonho maior.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

"Elogios de Jorge Braz não escondem a descontinuidade territorial"

Fonte: Diário Insular | Desporto | Futsal | 29.JUL.2016

IV EDIÇÃO DO CONGRESSO DE TREINADORES DE FUTSAL DA ILHA TERCEIRA CONTOU COM A PRESENÇA DO SELECIONADOR NACIONAL


Elogios de Jorge Braz não escondem
a descontinuidade territorial


 FORMAÇÃO. Jorge Braz esteve presente na IV edição do Congresso de Treinadores de Futsal

Jorge Braz diz ter encontrado uma "enorme paixão" pelo futsal, mas os organizadores do Congresso lamentam as dificuldades de acesso às competições nacionais.
É uma ação de formação para treinadores organizada por... treinadores. A IV edição do Congresso de Treinadores de Futsal da Ilha Terceira contou com a presença de três dezenas de técnicos locais (também com participações de S. Miguel) e esta "vontade de evoluir" mereceu elogios por parte do selecionador nacional da modalidade.

"Por isso senti quase uma obrigação em estar presente e aceder ao pedido. Esta é a quarta edição do Congresso e os treinadores demonstraram uma grande vontade e interesse, quer em promover esta continuidade, quer na minha presença aqui na ilha Terceira. Isto demonstra a grande paixão pela partilha do conhecimento, pela evolução no conhecimento do jogo e do treino. Poder estar aqui um fim de semana, a conviver no terreno com as pessoas do futsal, é fantástico, é o que nos move e motiva", destacou Jorge Braz, na escola Tomás de Borba, em S. Carlos.

Uma ação de formação que decorreu entre 22 e 24 de julho, com o técnico de Portugal a realçar a importância dos "fundamentos", dos "exercícios simples" e dos "exercícios base" do futsal. Jorge Braz salientou, inclusive, que estes são ensinamentos que devem ser apreendidos ainda nas idades de formação.

"Alguns exercícios foram dirigidos para as etapas iniciais da formação: quais são os fundamentos ofensivos e defensivos da modalidade; quais são os princípios básicos; quais devem ser as prioridades no ensino do jogo. No fundo, perceber as tais questões simples do jogo, fazê-las com qualidade e insistir bastante nestes aspetos nas etapas iniciais da formação é fundamental para se crescer. O futuro não passa por políticas de elite ou de sponsorização, mas essencialmente por fazer um trabalho de qualidade na formação, com políticas de formação adequadas. Esta procura e partilha constante de conhecimento é decisiva", destacou o selecionador.

QUADROS COMPETITIVOS

Certo é que nem tudo são rosas no futsal açoriano. A vontade de evoluir é elogiada por quem veio ensinar e promovida por quem faz da proatividade um conceito de futuro. Nuno Vieira, treinador do Matraquilhos e um dos organizadores do Congresso, afirma que esta evolução deve ser uma preocupação constante, mas não esconde o descontentamento pela forma como o futsal regional, desde a criação da Série Açores de Futsal da 2.ª Divisão, ficou limitado em termos de progressão nas competições nacionais em Portugal.

"Acima de tudo, temos de continuar a prosseguir uma evolução e alimentar essa esperança que temos da continuidade territorial passar do papel para a prática. Apesar das condicionantes que temos sentido, continuamos a ter uma paixão muito grande pelo futsal e sentimos que enquanto agentes não praticantes, nomeadamente os treinadores, temos um papel muito importante na evolução da modalidade. Estas formações são reflexo disto e temos conseguido trazer nomes de referência do futsal nacional para tentarmos perceber o nosso patamar e continuarmos a evoluir", explica Nuno Vieira.

Já Jorge Braz prefere levar a discussão para outros aspetos. "O que encontro são muitas pessoas com uma paixão intrínseca pela modalidade, com vontade de evoluir e isto é o primeiro passo, extremamente significativo para a melhoria. Do ponto de vista dos Açores, é crucial haver cada mais uma ideia global de desenvolvimento, das ilhas todas, das três associações, pois parece-me que há gente com muito interesse e com muita qualidade. Têm existido alguns projetos, de alguns clubes que tem estado nas Taças Nacionais e nas competições nacionais, que comprovam a existência de matéria-prima que necessita de maior oportunidade e de uma visão estratégica de desenvolvimento local, que é um primeiro passo muito importante. Depois, é necessário haver esta ligação e a oportunidade de estarem nas competições nacionais, dentro das dificuldades normais inerentes que existem".

DAR CORDA AOS SAPATOS!

Já na IV edição, o Congresso de Treinadores de Futsal da Ilha Terceira tem sido um espaço privilegiado de aprendizagem para os técnicos locais. Ações de formação que não abundam e que, por isso, "obrigam" os treinadores a serem proativos na busca do conhecimento. É o que nos explica Carlos Brasil, da organização do Congresso:
"Existe a necessidade de nos atualizarmos, de trazermos qualidade e formação ao nosso futsal. Já que não tem existido esta iniciativa por parte de nenhuma entidade, demos nós próprios esse passo. Penso que os resultados estão à vista e a evolução do futsal local tem sido constante. Temos de combater as desculpas e evitar os facilitismos se queremos melhorar. Temos muitos entraves e muitas condicionantes, mas temos tentado combatê-las. Não temos diretamente competição com as séries do continente, mas mesmo assim pretendemos estar preparados para estes desafios".


quinta-feira, 23 de junho de 2016

"Matraquilhos FC questiona progresso do futsal açoriano"

Fonte: Diário Insular | Desporto | Futsal | Taça Nacional Juniores B 2015/2016 |  23.JUN.2016

EM CAUSA A PARTICIPAÇÃO INSULAR NAS PROVAS NACIONAIS


Matraquilhos FC questiona 
progresso do futsal açoriano


 MATRAQUILHOS FC garantiu o segundo lugar ao bater o Curral das Freiras


Matraquilhos FC considera que "as medidas tomadas no decorrer das últimas épocas não beneficiam o desenvolvimento do futsal nos Açores".






O Departamento de Formação e Futsal do Matraquilhos Futebol Clube, embora reconheça os méritos da Taça Nacional de Futsal, entende que "as medidas tomadas no decorrer das últimas épocas não beneficiam o desenvolvimento do futsal nos Açores".

Segundo os respetivos dirigentes, "a Taça Nacional é um excelente momento de aprendizagem para os clubes, agentes desportivos não praticantes e praticantes, em concreto para os jovens que, pelos resultados obtidos a nível regional, conquistaram, por mérito desportivo, a oportunidade de conviver e competir com outras realidades desportivas, como foi o caso desta 3.ª fase. Contudo, existem análises que devem ser refletidas pelos dirigentes (pois são quem tem a representação dos clubes perante as associações e a Federação Portuguesa de Futebol/FPF)".

Caxinas vence
sem contestação

A ADCR Caxinas venceu a 3.ª Fase - Play-Off - da Taça Nacional de Juniores "B" 2015/2016, na modalidade de futsal masculino, evento que decorreu, entre sexta-feira e domingo, no complexo desportivo Tomás de Borba, em São Carlos. O Matraquilhos FC terminou em segundo e o CD Curral Freiras (Madeira) em terceiro. Conferimos os resultados apurados: 
1.º Jogo | 17.06.2016 (sexta-feira) | 20h00. ADCR Caxinas 12 - Matraquilhos FC 2. 2.º Jogo | 18.06.2016 (sábado) | 17h00. Matraquilhos 7 - CD Curral Freiras (Madeira) 2. 3.º Jogo | 19.06.2016 (domingo) | 15h00. CD Curral Freiras (Madeira) 1 - ADCR Caxinas 12. Classificação final: 1.º ADCR Caxinas 6 pontos, 2.º Matraquilhos FC 3, 3.º CD Curral Freiras (Madeira) 0.
Desde logo, a entrada das equipas dos Açores e Madeira apenas na 3.ª fase da prova merece um profundo reparo... e reflexão:

"Açores e Madeira remetidos para uma 3.ª fase (play-off em fase concentrada). Fazendo uma analogia, é como começar a jogar um videojogo pelo penúltimo nível... Não faz sentido... Para chegarmos a uma fase avançada desta competição deveria ser por mérito desportivo; logo deveríamos entrar na 1.ª fase, mas, até aqui, ainda temos espaço de participação... (porque, em épocas anteriores, nem tivemos direito a participar). Este formato não favorece a evolução competitiva, visto que entramos numa fase adiantada da competição e os resultados obtidos são claro sinal do que acabamos de referir", sublinham.
O desfasamento do quadro competitivo regional com o nacional é outra preocupação assumida:

"A equipa, após nove meses de atividade de treino e competição, esteve quatro semanas à espera da Taça Nacional, realizando apenas atividade de treino. Consequência: baixo ritmo competitivo antes da participação nacional, com a agravante de competirmos com o tempo de jogo com 20 minutos úteis com equipas com forte intensidade de jogo, como é o caso do Caxinas", informam.
Para uma melhor elucidação dos nossos leitores, deixamos alguns exemplos dos tempos de jogo em diversas associações, no escalão etário de juniores "B", os quais, reconheça-se, estão de acordo com os regulamentos das respetivas associações/competição:

AF Angra do Heroísmo: 25 minutos corridos. AF Ponta Delgada: 20 minutos úteis. AF Horta: 20 minutos úteis. Regional de Clubes: 20 minutos úteis. AF Porto (na qual compete o Caxinas): 25 minutos corridos. AF Madeira (no qual compete o Curral das Freiras): 35 minutos corridos/20 minutos úteis na taça local. Taça Nacional: 20 minutos úteis. 

Quanto a esta matéria (tempo de jogo), a conclusão, na perspetiva do emblema da Terra Chã, é elucidativa:

"Comparando com o percurso do Caxinas, o nosso adversário vem de 12 jogos de Taça Nacional (1.ª e 2.ª fases) a competir com 20 minutos úteis e sem paragens competitivas. O Matraquilhos FC, em toda a época, efetuou dois jogos com 20 minutos úteis (Campeonato Regional de Clubes)", notam.

"Em nosso entender, são fatores que, além da nossa realidade competitiva, colocam em causa o melhor desenvolvimento da modalidade neste escalão em concreto", reforçam.

A criação do Campeonato Nacional de Sub-17 é outro tema de análise e preocupação:

"Considerando que a Taça Nacional de Juniores 'B' 2015/16 dá acesso ao anunciado Campeonato Nacional de Sub-17, e pelas notícias e documentos oficiais divulgados, podemos considerar que os Açores e Madeira foram excluídos do plano de desenvolvimento da modalidade, e isto porque:

30.04.2015 | Taça Nacional de Juniores 'B' - Açores e Madeira remetidos para uma 3.ª fase. 08.03.2016 | Consulta para avaliar a possibilidade de criar o Campeonato de Sub-17. Em nota, o documento refere que 'não temos conhecimento da posição das Associações dos Açores e Madeira na fase de consulta'. 28.04.2016 | Aprovação do Regulamento do Campeonato de Sub-17. Em nota, pode ler-se que 'não temos conhecimento da representação ou não da posição das associações dos Açores e Madeira na reunião'. 30.04.2016 | FPF noticia a criação e constituição das equipas do Campeonato de Sub-17, onde, não tendo havido a realização da 3.ª fase da Taça Nacional, já as equipas dos Açores e Madeira ficam excluídas. 01.05.2015 | Divulgação oficial do Regulamento do Campeonato Nacional de Sub-17 2016/17, onde, pág. 56, não há qualquer espaço para as equipas dos Açores e Madeira".

Neste contexto, e em jeito de conclusão, o Matraquilhos FC considera que "o conjunto de medidas que vem sendo tomado no decorrer das últimas épocas não beneficia o desenvolvimento do futsal nos Açores".

MOMENTOS INESQUECÍVEIS 

Por outro lado, o treinador da equipa de juniores "B" do Matraquilhos FC, Emanuel Ávila, deixa uma mensagem emotiva aos seus jogadores e a toda a estrutura da coletividade:

"Final da época 2015/16 para os juniores 'B'. Até já... Talvez não existam palavras suficientes e significativas que me permitam agradecer a vocês com justiça, com o devido merecimento. A vossa ajuda e apoio foram para mim de valor inestimável, mas é tudo o que me resta. Apenas me posso expressar através da limitação de meras palavras e com elas prestar esta humilde, mas sincera homenagem. O que seriam de nossos momentos felizes se não existissem os tristes? Eles, simplesmente, não teriam significado algum. Seriam como sol sem chuva, dia sem noite, calor sem frio. Os momentos de dor servem para reconhecermos os alegres, proporcionados pelas nossas vitórias e conquistas e, principalmente, para agradecermos a Deus por eles. E hoje agradeço a Deus", diz.

"O meu momento de alegria e a minha grande conquista foi ser vosso treinador, pertencer a este magnífico clube/família e conhecer vocês. Porém, acima de tudo, treinar estes brilhantes jovens. Ao vosso lado, aprendi a respeitar e a ser respeitado, e, sobretudo, aprendi que não podemos ter medo de lutar para ser felizes. Devemos vencer os nossos obstáculos. Só tenho a pedir as minhas sinceras desculpas se, em algum momento, fui menos justo para com vocês e de não vos ter levado ainda mais além do que chegámos. Tenho a noção que a minha experiência não é a mais elevada, mas o caminho faz-se caminhando. Estou grato a Deus por ter conhecido tantas pessoas boas, de coração aberto e firme. Agradeço a todos vós, desde o Matraquilhos mais pequenino, ao mais velho, por tudo. Bem-hajam e obrigado Matraquilhos", remata.

 FESTA DO FUTSAL JOVEM decorreu no complexo desportivo Tomás de Borba


Direção orgulhosa
Em nota informativa que fez chegar a DI, a direção do Matraquilhos FC mostra-se "orgulhosa" do percurso da equipa de juniores "B" no decorrer da época 2015/16 e "agradece, a todos os intervenientes, a dedicação e compromisso apresentados nestes 10 meses de muitos bons momentos desportivos".
Relembre-se que, na campanha que agora termina, o Matraquilhos FC, em 35 jogos, sompou 34 vitórias e apenas uma derrota, frente ADCR Caxinas, na Taça Nacional.
Vencedor do Torneio de Abertura e da Taça da Ilha Terceira, campeão da ilha Terceira e campeão regional de clubes, para além da participação na 3.ª Fase da Taça Nacional de Juniores "B". É este o palmarés do grémio da Terra Chã na presente temporada.

terça-feira, 21 de junho de 2016

"TAÇA NACIONAL DE JUNIORES "B" EM FUTSAL Caxinas vence prova marcada pelo fair-play"

Fonte: Diário Insular | Desporto | Futsal | Taça Nacional Juniores B 2015/2016 |  21.JUN.2016

TAÇA NACIONAL DE JUNIORES "B" EM FUTSAL


Caxinas vence prova 
marcada pelo fair-play


 MATRAQUILHOS E CAXINAS abriram a Taça Nacional de Juniores "B" em futsal


ADCR Caxinas superou Matraquilhos FC (12-2) e Curral Freiras (12-1). Equipa da freguesia da Terra Chã em segundo, ao bater os madeirenses, por 7-2.






A ADCR Caxinas venceu a 3.ª Fase - Play-Off - da Taça Nacional de Juniores "B" 2015/2016, na modalidade de futsal masculino, evento que decorreu, entre sexta e domingo, no complexo desportivo Tomás de Borba, em São Carlos. O Matraquilhos FC terminou em segundo e o CD Curral Freiras (Madeira) em terceiro. Conferimos os resultados apurados: 

1.º Jogo | 17.06.2016 (sexta-feira) | 20h00. ADCR Caxinas 12 - Matraquilhos FC 2.
2.º Jogo | 18.06.2016 (sábado) | 17h00. Matraquilhos 7 - CD Curral Freiras (Madeira) 2.
3.º Jogo | 19.06.2016 (domingo) | 15h00. CD Curral Freiras (Madeira) 1 - ADCR Caxinas 12.

Classificação final:
1.º ADCR Caxinas 6 pontos,
2.º Matraquilhos FC 3,
3.º CD Curral Freiras (Madeira) 0.

ORGULHO 

Por ouro lado, em nota informativa que fez chegar a DI, a direção do Matraquilhos FC mostra-se "orgulhosa" do percurso da equipa de juniores "B" no decorrer da época 2015/16 e "agradece, a todos os intervenientes, a dedicação e compromisso apresentados nestes 10 meses de muitos bons momentos desportivos".

Relembre-se que, na campanha que agora termina, o Matraquilhos FC, em 35 jogos, sompou 34 vitórias e apenas uma derrota, frente ADCR Caxinas, na Taça Nacional.

Vencedor do Torneio de Abertura e da Taça da Ilha Terceira, campeão da ilha Terceira e campeão regional de clubes, para além da participação na 3.ª Fase da Taça Nacional de Juniores "B". É este o palmarés do grémio da Terra Chã na presente temporada.

RECONHECIMENTO 

O treinador Emanuel Ávila deixa palavras de apreço aos atletas:

"Talvez não existam palavras suficientes e significativas que me permitam agradecer a vocês com justiça e com o devido merecimento. A vossa ajuda e apoio foram para mim de valor inestimável, mas é tudo o que me resta. Apenas posso-me expressar através da limitação de meras palavras, e com elas prestar esta humilde mas sincera homenagem. O que seriam dos momentos felizes se não existissem os tristes? Eles, simplesmente, não teriam significado algum. Seriam como sol sem chuva, dia sem noite, calor sem frio. Os momentos de dor servem para reconhecermos os alegres, ou seja, as nossas vitórias e conquistas e, principalmente, para agradecermos a Deus por eles. E hoje agradeço a Deus. O meu momento de alegria e a minha grande conquista foi ser vosso treinador, pertencer a este magnífico clube/família e, acima de tudo, treinar estes brilhantes jovens", nota.

"Ao vosso lado aprendi a respeitar e a ser respeitado, e, principalmente, aprendi que não podemos ter medo de lutar para ser felizes. Devemos vencer os nossos obstáculos", acrescenta.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

"Matraquilhos FC joga em casa" | TAÇA NACIONAL DE JUNIORES "B" EM FUTSAL

Fonte: Diário Insular | Desporto | Futsal | Taça Nacional Juniores B 2015/2016 |  17.JUN.2016

TAÇA NACIONAL DE JUNIORES "B" EM FUTSAL

Matraquilhos FC joga em casa

O pavilhão do complexo desportivo da escola básica e secundária Tomás de Borba, em São Carlos, recebe, entre hoje e domingo, a III Fase - Play-Off da Taça Nacional de Juniores "B" de futsal masculino, época desportiva 2015/16.

Marcam presença as equipas do Matraquilhos Futebol Clube, Associação Desportiva Cultural e Recreativa Caxinas Poça Barca e Clube Desportivo Curral das Freiras - este último emblema da ilha da Madeira.

A primeira ronda, agendada para hoje, sexta-feira, às 20:00, comporta o prélio ADCR Caxinas Poça Barca - Matraquilhos FC. A segunda jornada concretiza-se amanhã, sábado, com início às 17:00, albergando a peleja Matraquilhos FC - CD Curral das Freiras. Por fim, a terceira rodada sucede domingo, com pontapé-de-saída pelas 15:00, estando em cartaz o duelo CD Curral das Freiras - ADCR Caxinas Poça Barca. A entrada é livre em todos os jogos.

FATOR CASA

O facto de atuar perante os respetivos prosélitos é, com certeza, um fator de acréscimo emocional para o Matraquilhos FC, campeão açoriano em título. A prova representa uma oportunidade para aferir da realidade do futsal jovem regional no contexto nacional.

Claro está que o grémio sediado na freguesia da Terra Chã vai procurar o melhor resultado possível, não perdendo de vista a possibilidade de terminar em primeiro lugar, conquanto esta prova seja também um momento de aprendizagem.

A questão do ritmo competitivo (no caso concreto, a falta dele...) pode igualmente fazer a diferença nos momentos decisivos e aqui, em princípio, o Matraquilhos estará em (óbvia) desvantagem. No entanto, a determinação dos jovens terceirenses é bem capaz de minimizar tamanho handicap, não esquecendo a real qualidade da equipa.

 MATRAQUILHOS defronta hoje (20:00) o Caxinas e amanhã (17:00) o Curral das Freiras